Amar ou Ser Amor?

Equilibrio
Pamela Schefer

Pamela Schefer

Pamella schefer - Suryaa / professora de Yoga, aromaterapeuta e doula) Contato: Conexaosurya@gmail.com

Ah o Amor…. Mas afinal de contas o que é o Amor? É nítido a dificuldade que o ser humano tem em falar do Amor de forma isolada, sem projetar a alguém ou a algo! Se perguntarem a você, se pedissem a você para explicar o que é o Amor, você conseguiria responder sem projetar ou extrair os seus conceitos e visões de amor vinculado a um(a) companheiro(a), filho(a), mãe, pai ou relacionamento? Você conseguiria pensar em Amor sem pensar em alguém? Praticamente impossível, não é mesmo? Essa dificuldade de pensar o Amor sem pensar em relações afetivas advém da forma em que a “cultura do amor”, se assim podemos nomear, está presente em nossas vidas. As pessoas projetam o Amor em relacionamentos, nas pessoas e as vezes até mesmo em coisas, o que faz do Amor um sistema de interligações e não uma qualidade, um estado nato do Ser! O que leva as pessoas buscarem por relacionamentos? Medo, inseguranças emocionais, financeiras, instabilidades, carências, fugas, solidão? Por que é mais fácil estruturar relacionamentos mesmo que inconscientemente baseado em trocas e exigências perante a necessidades individuais do que Ser Amor? Porque Ser Amor em sua essência genuína e forma lapidada requer desapego e o Amor projetado a partir de relacionamentos traz implícito o apego… e apegar-se faz parte do que os parâmetros sociais, o externo, a rotina e os anseios injetam em nós… O Amor é um estado de Ser e relacionamentos são condições, estruturas… Há uma diferença entre permitir que alguém se relacione com o Amor que há em você e a efetivação de relacionamentos que achamos serem os embriões para parir o Amor… É no Amor relacionar-se e não relacionar-se para Amar! Não se engane, o Amor não existe quando projetado em alguém ou em relacionamentos. O Amor existe porque você existe e não porque há um relacionamento e a partir daí há o Amor! Trata-se de Ser Amor e permitir que as pessoas conectem com o Amor que há em você. É a permissão do desfrute do Amor que existe em você, do Amor que É independente de trocas ou relacionamentos. Ao Ser Amor, entendemos o Amar de forma genuína… A nobreza do Amor está na isenção das necessidades de trocas, na isenção dos ciúmes… no desapego… A nobreza do Amor estar em sentir a felicidade do outro em estar feliz independente do outro querer ou não estar próximo a você, de querer estar ao lado de outra pessoa que não seja você! Ser Amor é permitir ficar! Ser Amor é deixa ir!! É entender e incentivar a necessidade de quem se vai e com leveza Ser Amor que fica. O Amor aceita como se É e o que se tem, ou até mesmo o que não se tem, sem exigir nada! Ser Amor é aceitar-se a si mesmo e ao outro tal como é! Ser Amor é desfrutar de sua plenitude, se olhar no espelho e dizer: ”como é lindo esse amor!” Ser Amor é silencio e, em silêncio radiar tudo que não precisa ser dito… tudo que é parte única e exclusiva de você, sem a necessidade de outrem, fazendo parte cotidiana da sua vida assim como outras coisas que independem de outros para a sua existência divina… como o inspirar e o exalar… como a sístole e a diástole de onde nasce esse Ser Amor! No Ser Amor não existe troca, pois o Amor não pode ser trocado! O amor é um estado de Ser e não um relacionamento. Não é amar alguém ou algo… É Ser Amor! Assim como a água flui de forma contínua, o sangue bombeia e o ar oxigena a vida a todo instante, deixe o amor fluir, bombear, oxigenar…

Seja Amor! Gratidão! Namastê!

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