Mas afinal de contas, o que é essa tal de LGBTfobia!?!?!?

Mas afinal de contas, o que é essa tal de LGBTfobia!?!?!?
Sinted-Sindicato Educação

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Sindicato dos Trabalhadores da Educação - Três Lagoas e Selvíria

No ano de 2017 445 pessoas LGBTs foram assassinadas no Brasil (Relatório GGB 2017). Em 2018, no primeiro quadrimestre (dados coligidos até maio) 153 LGBTs já tinham sido ceifadas pela LGBTfobia (Relatório GGB 1º Quadrimestre de 2018). O fenômeno cresce a cada ano, e os dados com os quais lidamos, são imprecisos e provavelmente não representam o real número de vidas interrompidas pela intolerância que se converte em crime de ódio.

Por Prof. Me. Valdeci Luiz Fontoura dos Santos

Laboratório Multidisciplinar de Ensino e Aprendizagem (LEA) e Grupo de estudos e pesquisas em formação de professores (GForP) – CPTL/UFMS, Secretário da ADLeste S. S. do ANDES – SN, Militante do PSTU Três Lagoas

Mas que fenômeno é este? Pois então, esta é a pior faceta da LGBTfobia, quando se atenta sobre a vida de gays, lésbicas, bis e as travestis/trans. Nosso país é campeão mundial em assassinatos deste tipo, mas como já dito, esta é a pior faceta, pois a LGBTfobia se manifesta de formas muito diversas que vão de piadas, que parecem inocentes, ao assédio moral chegando ao assassinato ou suicídio.

PUNKS - Liberdade  para amar!

Conceitualmente a LGBTfobia é uma manifestação do machismo (OKITA, 2015), ideologia que permeia as nossas relações e oprime mulheres héteros e homens e mulheres LGBTs. No caso específico de tal manifestação, a negação do direito de auto declaração das identidades LGBTs por meio da imposição da lógica heteronormativa delineia a LGBTfobia como prática vil que fere os direitos humanos.

A LGBTfobia é fenômeno complexo podendo ser, inclusive, estatal como no caso dos países que proíbem legalmente a simples existência das relações LGBTs. Há quem diga que a realidade brasileira é mais amena do que em países em que LGBTs são privadas de liberdade, o que parece ser um engano. No Brasil a LGBTfobia é “punida” com “pena de morte”. Segundo os dados já citados, a cada 19 horas uma pessoas LGBT é morta em nosso país.

As lutas contra essa triste realidade avançam pouco, já que tais “lutas particulares nucleadas a partir das chamadas políticas de identidade (sic), tais como as políticas de gênero ou aquelas dirigidas a grupos sexuais, como lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (grupos denominados como “população LGBT”), tem se caracterizado, em sua maioria, como políticas fragmentárias, transitórias e, muitas vezes, despolitizadas em relação à defesa de mudanças estruturais na sociedade. Assim, não raramente, carecem de “qualidade de consciência de classe” nas reivindicações, embora possam, potencialmente, contribuir para a construção da emancipação política e do projeto político de transformação societária. (SILVA, 2011, p. 55)”.

As LGBTs que mais sofrem com a LGBTfobia são as de origem proletária que ocupadas em atividades informais ou mesmo comercializando suas forças sexuais tem baixíssima expectativa de vida nesta parte do mundo. Uma travesti, por exemplo, tem média de vida de apenas 34-35 anos, o que denota que há muito por ser feito em termos de educação para o respeito às diferentes formas de amar.

Lutar contra a LGBTfobia é uma das formas de lutar pela transformação de nossa sociedade na direção da superação da condição de “descartáveis” que o capitalismo atribuiu às pessoas LGBTs.

Sigamos em luta!!!!

GRUPO GAY DA BAHIA. Relatórios 2017/2018 – Mortes de LGBTs no Brasil.

OKITA, H. Homossexualidade: da opressão à libertação. São Paulo, Editora Sundermann, 2015)

SILVA, M. V. Diversidade humana, relações sociais de gênero de luta de classes: emancipação para além da cultura. EM PAUTA, Rio de Janeiro (RJ), V. 9. N.28, p.51-63, Dez. 2011

Mas afinal de contas, o que é essa tal de LGBTfobia!?!?!?

Mas afinal de contas, o que é essa tal de LGBTfobia!?!?!?
Mas afinal de contas, o que é essa tal de LGBTfobia!?!?!?

Conteúdo disponibilizado em parceria com SINTED

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